Nesta postagem, vamos contar como foi a nossa experiência com a leitura e a escrita, quais foram as primeiras palavras e livros e a sua importância em nossas vidas.
Professora Mariana Vanzela Russi: A minha experiência com a leitura sempre foi muito positiva! Não me lembro exatamente quando e qual foi a primeira palavra que li, mas lembro, que desde muito pequena fui incentivada a ler pelos meus pais. Sempre tive livros em casa, e tinha acesso a eles. Iniciei com os contos de fadas, me lembro, que mesmo sem saber ler palavras, já foleava as páginas, gostava muito de ouvir as histórias e ver as imagens, um grande incetivo para querer aprender a ler. Depois dos contos de fadas, começaram a entrar outros livros em minha rotina, livros de aventura, mistério, romances e por fim, científicos. Hoje, sei o quanto a leitura foi, e, é importante para o conhecimento do mundo, podemos viajar por mialhares de lugares sem sair do lugar, conhecer ideias diferentes, aprender novos conhecimentos e construir nossos pensamentos. A leitura sempre vem atrelada à escrita, com a junção das duas, a troca de conhecimentos é possível, e assim, conseguimos ligar o passado com o presente, e até mesmo, imaginar o futuro. A leitura e escrita são velhas conhecidas, porém, nunca caem em desuso, até para as novas tecnologias elas são essenciais, redes socias, e-mails, mensagens, tudo está conectado com leitura e escrita. Não podemos nos esquecer que a leitura amplia os horizontes do leitor, o que é essencial na juventude, fase em que somos muito indecisos e esquecemos de olhar para o futuro, com a leitura constante, podemos questionar mais, e até mesmo, tomar decisões mais concretas sobre o que desejamos.
Professor Cristiano Rodrigo Garbelotti: Lembro-me de uma viagem de trem que fiz com minha mãe de São Carlos para Campinas. Minha tinha me deu um mini caderno com diferentes imagens de objetos para eu ir anotando os objetos vistos na viagem. Essa leitura visual associando imagens e objetos foi um acontecimento que marcou minha infância que tenho na minha lembrança. A leitura escrita veio através de gibis, onde as imagens me incentivavam a ler os textos. A leitura na escola veio aravés de livros didáticos e dos livros da coleção vagalume.
Professora Eliete Brentan de Melo de Souza: Não me recordo de quando li e escrevi as primeiras palavras, mas lembro que minha professora levava textos, falava-se ponto, e mandava estudar porque depois ela iria explicar e fazer perguntas orais sobre os mesmos. Enquanto isso, ela atendia os alunos de outras séries, pois éramos agrupados numa mesma sala. De vez em quando, a professora levava uma gravura e fixava na parede e nos orientava para que escrevêssemos sobre ela, eu gostava muito dessa atividade, porém o dia mais feliz era quando fazíamos uma leitura compartilhada. Ela não seguia nenhuma ordem, então todos tinham que ficar muito atentos. Quando fui para a quinta série, no primeiro dia de aula, a professora de matemática fez uma chamada oral de tabuada, em que tínhamos que ir lá na frente. Quando chegou minha vez, eu disse à professora que talvez não lembrasse todas as tabuadas, porque havia ficado um ano sem frequentar a escola. Ela me respondeu grosseiramente: "você parou de estudar, mas a sua cabeça não parou de funcionar". Fiquei com vergonha e passei a ter medo dessa professora e desejei nunca mais vê-la, contudo, precisei aprender a conviver com essa situação, a qual afetou meu aprendizado.
Professora Erika Vanessa de Oliveira: tenho em minha memória a cartilha Caminho Suave como meus primeiros passos à leitura, ela iniciava com a primeira letra do alfabeto e passo a passo, acrescentava as próximas letras. Após essa descoberta, me interessei pela leitura de contos da coleção vagalume sempre incentivada pela professora e pela família. Depois me interessei por leituras mais politizadas que ajudaram a ter uma visão mais crítica do mundo. A união dessas etapas possibilitou a minha formação, os meus ideais e o interesse em transmitir esse conhecimento a outras pessoas, por isso escolhi o magistério como profissão, que me proporciona esta realização. Como professora, tento incentivar o interesse do aluno pela leitura mesmo me deparando com uma realidade diferente da minha alfabetização, onde tudo vinha por etapas e, atualmente, tudo chega ao mesmo tempo e muito rapidamente. Esse é o meu desafio do mundo atual.
Professora Joana Minelli Nahas: Lembrar de minha experiência com a leitura e escrita me deixa alegre, feliz e saudosa.Desde pequena gostava de estórias,e quando ganhava um livro, e naquela época eram recortados e decorados de acordo com o conteúdo, já gravava quando me era lido, e depois relia para as outras crianças, folheando as páginas exatamente como faziam para mim.. Sempre fui presenteada com livros, e quando fui convidada a ir para a escola que estava sendo criada (hoje EE Profª Hermínia Gugliano), me enchi de expectativa e orgulho.Começamos no mês de setembro, e a escola funcionava na antiga estação de trem no centro de Ribeirão Preto, dividíamos a sala em duas turmas, como se fossem duas classes de séries diferentes.Sempre fui muito incentivada pelas professoras Dna Coraci e Dna Ruth Rizzo Bianco, que me alfabetizaram. No 2º ano mudei de escola, pela distância, e fui para EE Dna Sinhá Junqueira,onde participando de um concurso de redação no 4º ano, cujos prêmios eram descontos em livros, ganhei de minha mãe a coleção As obras completas, em 17 volumes, de Monteiro Lobato que tenho até hoje.Está foi minha experiência com a leitura e, consequentemente, com a escrita.
Professora Telma Luciana Trovó Fabiano: No ano em que eu iria completar 6 anos, minha mãe foi à escola estadual para me matricular na Pré-escola, não havendo a vaga sugeriram que eu fosse matriculada na 1ª série, sem outra opção minha mãe acatou a ideia, mas até hoje não sei se foi uma boa!!! Me lembro perfeitamente como sofri naquele ano, entrei em uma sala de aula onde a maioria das crianças sabiam escrever e ler o nome e dos colegas e praticamente todas as vogais e consoantes que a professora colocava na lousa. Esta muito brava e rígida, ao extremo, agia como se não soubesse da minha situação, sendo que a escola e ela se propuseram a suprir o que eu deveria saber na 1ª série, pois fui colocada aquela sala de aula sem outra opção. Quando a professora me chamava para eu ler o que estava escrito na lousa e não sabia é claro, sentia muita vergonha, medo e muito humilhação...e ao final, mesmo quando ela me falava o que estava escrito eu não conseguia repetir de tanto medo. A docente pedia para eu me sentar e a sala toda ria de mim...Conclusão: Prova do 1º bimestre: C (ruim), chorei muito....
Minha mãe desesperada com a situação, foi à escola, mas nada resolveu...então com a Cartilha "Caminho Suave" me alfabetizou em casa, eu ia à escola de manhã e a tarde me ensinava a ler e escrever as lições da Cartilha até que eu ficasse no mesmo nível da maioria dos alunos. Prova do 2º bimestre: A (ótimo). Minha felicidade foi inesplicável quando consegui a ler e escrever!!! Depois que a professora percebeu que eu era normal e muito capaz passou a me tratar bem, fiquei contente, mas a mágoa....infelizmente ficou!!! Adquiri uma experiência ótima, não consigo gritar e nem palavras que possam ofender os alunos, mesmo aqueles que não querem saber de nada, procuro sempre convencê-los que de a maior riqueza do ser humano é o aprendizado e isto ninguém pode nos tirar!!!